Ontem
Ontem eu fiquei um tempo lendo lista telefônica. E pode parecer estranho, mas era justamente como eu me sentia naquele momento. Procurando algo sem saber como o seu nome começava. Vendo coisas que eu nem sei o que são.
Ontem eu andei por ruas que não tem mais significado para mim. Li letreiros em néon. Placas cegas. E me recordei que naquele ponto já não existe mais o armazém de utilidades. Não existem mais armazéns.
Ontem procurei numa casa reformada as lembranças de uma velha amizade. Acho que nem amigo eu encontrei. Não me lembro... Ou foi a mim mesmo que não encontrei? Acho que de certo só a lembrança de não ter encontrado algo.
Ontem amanheceu, entardeceu e por fim, como sempre, anoiteceu. Fez-se sol, chuva, calor, e no meio da noite um frio de dar inveja a edredom. E como em todos os dias me perguntei qual o propósito de tudo isso...
Hoje eu me lembrei.
Storto... 28-01-11



É engraçado como esses acontecimentos nos ocorrem com frequência. Uma hora as coisas fazem completo sentido, na outra...
ResponderExcluirNo final de tudo, ao menos pra mim, o sentido está em entender que nada, sempre, nunca vai fazer sentido.
Gostei do post, como se fosse verso e prosa ao mesmo tempo!
Sucesso!
www.blogdogorro.blogspot.com
O Gorro também é muito bom!!
ResponderExcluirVamos programar a parceria!...