O Sopro
Não. Eu não sei de tudo. O que me parece bem interessante e justo. Conheço duas opções para quem sabe tudo, a loucura ou a onipotência, e não pretendo alçar nenhum dos dois postos - muito trabalho.
Isso implica em outra conclusão irrefutável: Não sei muita coisa! O que também é muito justo, mas nem tão interessante assim.
Talvez algumas coisas devêssemos nascer sabendo. Alem é claro do direcionamento sensorial do seio de nossa mãe. Respeito, aceitação, beleza, trocar resistência de chuveiro e a arte da apreciação de fins de tarde.
Dentre as coisas que não nasci sabendo está o senso prático sentimental. E como faz falta! (Ter sem ter já seria uma afirmativa errônea, então tentemos outra) Acreditar no sentimento dos outros e se preservar na crença de que nos fizeram algum mau. É mais ou menos como querer que outros gostem da gente como se isso fosse uma verdade universal. E não é! Geralmente não quem imaginávamos querer que gostasse, ou da forma como queríamos que quem queríamos o fosse.
E pensar que tudo isso dura tão pouco. Dura somente o sopro de uma vida. Se o tempo tiver tempo para tomarmos fôlego para o sopro. Tão rápido e tão simples. E tantas perguntas...
Storto... 13-01-11



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