O que se perde


As palavras que perdi não posso mais dizer. Fazem parte daquele grupo incomodo que carregamos na vida com as coisas que não fizemos. Junto com as tardes de futebol, o doce na vitrine, a roupa da estação e aquele momento do beijo.
Elas estavam carregadas de verdades que hoje me questiono, mas que à época pareciam tão ferozes quanto às que tenho hoje.
Prefiro o silêncio da sabedoria, mesmo não a tendo.

Essa noite parece mais sombria, mais soturna, mais fria... vi luzes de poste falhando, vi sombras no fim das ruas, e como chovendo estava acreditei que fosse um pesadelo.
Não era. Era a vida tentando me acenar para um futuro que não quero. Que não mereço.

E infinito que sou em mim mesmo, farei o melhor que seja imaginavelmente impossível de ser feito. E será melhor ao infinito. Para que todas as noites sejam dia. Para que as sombras sejam brisa de mar. Para que a chuva seja sol. E para que a solidão se transforme novamente no amor que nunca tive, mas que sempre senti. Basta querer que dessa vez seja a melhor...

Storto... 13-10-10

Comentários

  1. Tentando conhecê-lo Através do Oitavo Sentido...
    Drummond, Meireles, Quintana, Lispector... Manuel Bandeira, Fernando Pessoa, Pablo Neruda... Vinícius de Moraes... e tantos que não me vêm à memória neste instante, poderia me aproveitar das palavras de alguns deles, ou de todos eles para fazer um breve elogio às suas...
    Mas, vou usar-me... ousar-me! rs Em singelas, destemidas, meras palavras... lindos versos rapaz! Ler bons conteúdos faz-nos bem, faz-me bem! Me faz ter vontade de saber as circunstâncias, os momentos, em que foram escritos... este então, muito lindo!
    Um abraço, Rafael,
    Da amiga, “intrépida” leitora!

    Taty Lima

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  2. Talvez os momentos não fossem os mais lindos... Ao menos o que ficou no papel ajuda a cauterizar tantos questionamentos querida amiga...
    Feliz em ter sua atenção tão preciosa!
    Bjão

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