À deriva
Me incomoda as coisas que perdi. E isso acontece toda vez que me perco.
Uma música, um sentimento, um poeta um pintor...
São coisas que se vão perdidas no espaço do tempo que não virá
Como as pessoas...
Nadando no mar gélido da indiferença que construí para mim sou triste.
Seria possível futuro?
Sinto perder o tato, o gosto,
Sou só solidão...
“...Mas encolho os dedos / e aperto em olhos / o medo do fugir,
E vai mais um quase toque / A boca que arde / de tanto mentir...” Malu Magalhães
Ouvindo os sons do silencio refaço-me das incoerências a que me induziram.
Culpado! Culpado! Acuso-me.
Vai saber...
Me vejo, me olho e protesto! Sou parte do fim que acabou sem começar. Culpo-me.
“... quantas são as dores e alegrias de uma vida, jogadas na explosão de tantas vidas, vezes tudo que não cabe no querer.../ Vai saber se olhando bem no rosto do impossível, o véu o vento o alvo invisível, se desvenda o que nos une ainda assim...” Marcelo Janeci
E estando à deriva vou... sem lembranças.
Apenas maculado pela tristeza do erro triste,
Mas com flores nos olhos e um futuro explendoroso no coração.
Storto - Em algum lugar do passado



"Me incomoda as coisas que perdi. E isso acontece toda vez que me perco."
ResponderExcluirFidapeste. Temos que musicar isso.
Poxa! Obrigado pela atenção Brother!
ExcluirVamos sim! Só marcar!