Saber de você


Saber de você é uma tristeza estranha, misto de sofrimento e dor.
Eu disse:
“Não mais me entorpecerei, nas ludibries notas do amor...”
...
Como se fosse fácil entender, querer que fosse,
Como mármore frio, como tarde de praia deserta e chuvosa.

Não tenho a mão que afaga nem a faca que corta,
Mas sinto todos esses embustes e troco a certeza pela possibilidade.
Será a seriedade dos dias tristes a certeza que preciso?
Será o trapézio dos apaixonados que as afasta de mim?
E é justamente sem eles que me recuso a viver.

Porque o amor não tem rima nem volta,
Como a palavra lançada que tanto encanta como revolta,
É como estar de cabeça para baixo, de mãos ao ar, de olhos abertos,
É como se ver caindo e nem ligar, na certeza que nada é mais importante,
Nada é mais que a amada, nem a dor, nem tudo...
Nem tudo.
Nem nada.

STORTO... 16-08-2010

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