Refração da vida



Será o medo o arquiteto de todas as coisas?
Será por ele o movimento e dele a estagnação?
Será o início do processo e o meio por não terminá-lo?
Será assim?

Será que todas as músicas tristes falam dele no fim?
Será que porquês será sempre seu veículo?
Será minha roupa suja de tormento a estatização dele?
E por fim?

Será o incremento da vida ou o caminho para a morte?
Será a dor ainda não sentida ou a vida ainda não vivida?
Será o salto da janela a melhor saída?
Que saída?

Será “o bom, o justo e o melhor do mundo?”
Será bom tê-lo por perto e nele forças para não o ser?
Será justo vivê-lo e em duras palavras podê-lo ter?
E como seria o melhor do mundo?

Será medo ou apatia?
Será infinita verdade?
Será isso?
Será?

Xavier
Aos vinte e quatro dias do mês de maio do ano de Nosso Senhor.

Comentários

Postagens mais visitadas