Nem todos percebem...
Aristóteles 384-322 a.C.
Em grego antigo, se dizia que político (do
grego politikos)
era o membro de um
grupo que atuava
“de, para, ou relacionado com os cidadãos”,
o “homem de
estado”. Eles também tinham
uma definição para o homem “privado”,
em oposição
ao homem de estado,
idiota (do grego Idiótes).
As disfunções são muitas e o tempo é pouco.
O processo foi errado, os motivos escusos.
São muitas variáveis para pouca vontade, ou nenhuma...
Nos tornamos uma nação de achismos, de achados.
Se lê pouco. Se analisa quase nada. Se acredita muito sem
saber em que.
Transferimos nosso sagrado direito do conhecimento à
aceitação dos dogmas sociais pelo simples entendimento de nossa lateralidade.
Somos compelidos irremediavelmente àquela categoria obscura de
informados burros, já que toda informação é incompleta em si própria, portanto
é inverdade em construção. É possibilidade de conhecimento, de verdade.
Esquecemos que é na comunhão de informações que descobrimos
novas verdades.
É na observação do disposto que surgem possibilidades...
Falamos muito. Ouvimos pouco. Aplicamos menos ainda.
Descobrimos que é mais fácil reproduzir ideias prontas que
criar novas e fomos obrigados a aceitar que novas ideias podem ser cópias das
já existentes, com uma nova roupagem pra ficar bonito, mas com as mesmas
manchas por baixo.
Replicamos sem zelo. Defendemos sem medo. Ignoramos o outro.
Se nos distanciarmos um pouco perceberemos o quanto estamos
distantes da verdade. Que se faz árdua a caminhada. Que os inocentes são
muitos, e que a transformação começa em cada um de nós.
Com um olhar honesto sobre o corrupto. Um olhar sábio sobre
o ignorante. Um olhar pacifista sobre o divisor. Um olhar amigo sobre o
opositor. Um olhar político sobre o idiota.
STORTO.'. 04-11-2014



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