O lado escuro da Lua
Sob a pálida luz da Lua supliquei ajuda
A qualquer ser que porventura reine o universo
O silêncio do cosmos provocou uma dor aguda
Que há gerações não sofria e a ti confesso.
A sensação de estar só quebrantou meu espírito
A força e a vontade já não comungam no meu ser
A poesia sibila mas perdeu o tom satírico
A luz do luar sequer volta a me entreter
Lunático que fui, soturno e meio rancoroso
Desfiz planos sem orquestrar sequer arrojo
Encaro o sorriso no espelho que traduz jocoso
O breve fôlego que chamei vida hoje causa nojo
LOPES - 26-02-13



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