Parte do que sou
Quase sempre não me vêem.
Tenho um silencio pouco percebido.
Como camaleão que não precisa mudar de camuflagem. Como eu.
Tenho uma solidão que não faz parte de mim,
Uma tristeza que não diz quem sou,
Uma dorzinha que não responde pelo que acredito.
Tenho sonhos simples e distantes,
Um querer atroz e quase incontrolável,
Uma certeza que às vezes me decepciona.
Tenho esse jeito moleque de sempre,
Uma abnegação que não deixo transparecer,
Uma mascara que tiro somente para poucos.
Das mascaras que usei na vida, essa é a que nunca tiro.
Uso algumas por cima desta para que o risco do erro não me ocorra.
Vejo fatos e fotos que não explicam porque as coisas ou as pessoas são assim ou “assado”.
Dizem apenas o que lhes convêm, ou que não é verdade.
Me desmancho e reconstruo e poucos dias. Ninguém percebe.
Parece ser mesmo a metamorfose da sociedade. Quem sabe?
Vivo me perguntando se as coisas serão assim.
E na desolação da certeza do sim, prefiro viver no meu mundo.
Sem negligencias. Sem amarras. Sem falso torpor.
Só viver.
Storto.’. - Sempre



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