Caminhando para o Amor
“O amor é filme...
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama.
Eu sei por que eu sei muito bem como a cor da manhã fica...”
Cordel do Fogo Encantado
A Percepção
Da minha janela vejo paisagens diferentes. Que se modificam com a certeza de que o mundo pode ser mais e feliz. É nisso que penso toda vez que olho longe... esperando você chegar.
Fico imaginando o que sinto. Em uma comunhão de sentimentos que são tão complexos quanto nossa própria relação. Hoje mais serena. Mais feliz.
A Epígrafe
Ontem fiquei em casa me lembrando de linhas mau traçadas por mãos que ainda não conheciam alguns aprendizados da vida. Quando só nos lembrávamos de idas e vindas para a escola e das quedas de bicicleta. Quando jogávamos vôlei na rua de casa, ou esperávamos chuva de estrelas cadentes.
O Início
Em algum momento da estrada nossos caminhos turvados pelo mundo foram dispersos. Em algum momento fomos tragados por certas certezas que de certo ficaram para trás. Em algum momento a vida liquefez com palidez a presença de nossas faces... e fomos distantes.
Tempos estranhos.
Tinha uma vaga lembrança do que eu era, e uma ainda mais distante do que poderia ser. Vivi coisas que jamais imaginaria e algumas que ainda não acredito...
Nos encontramos em situação evidentemente normal, e parecíamos agora como antes. Mas não como antes. Éramos agora eu e você. Como a água e o óleo que não se misturam, mas não se separam. Continuam ali, juntos pela ação da gravidade. Eternos confluentes. Eternamente lado a lado.
Brotamos à presença do orvalho. E fomos vivos novamente. Felizes, altivos e alegres!
Tivemos nossas rusgas quase sempre pela desesperança de nossas próprias convicções, ou pela extrapolação delas próprias. E mesmo à distância, nos tragamos, nos atraímos e amamo-nos distantes.
O Fim
Não há. Seremos como filmes de arte. Jamais entendidos pelos que querem fáceis explicações para a vida. Para os que pretendem apenas dar risada das paradas, sem apreciar a viagem. Seremos a beleza dos fins de tarde avermelhados ao som de acordes em guitarras blues. A serenidade das manhãs de domingo na perfeição de um sol esplendoroso. A certeza da felicidade no sorriso das crianças e a fé no olhar da caridade. As aventuras de beira de estrada em campos floridos e a responsabilidades que sempre nos empregamos.
Felizes assim por termos um ao outro, como sempre tivemos, quando percebermos estaremos sentados à beira do lago, descalços, ombro a ombro, contemplando o entardecer enquanto a cena escurece e os créditos sobem.
Para minha Amada Imortal,
STORTO... 12-07-11


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